Princípios Para o Investimento Responsável

  • : The six Principles
  • Bahasa Malaysia: Prinsip-prinsip Pelaburan Bertanggungjawab (PRI)
  • Deutsch: Grundsätze für verantwortungsbewusstes Investment
  • Español: Principios para la Inversion Responsable
  • Français: Principes pour l’investissement responsable
  • Indonesian: Prinsip-prinsip Investasi yang Bertanggungjawab1
  • po poIsku: Zasady odpowiedzialnego inwestowania
  • Português: Princípios Para o Investimento Responsável
  • Svenska: De sex principerna
  • Русский: Принципы Ответственных Инвестиций
  • עברית: עקרונות להשקעות אחראיות
  • العربية: مبادئ الاستثمار المسؤول
  • ไทย: หลักปฏิบัติการลงทุนที่มีความรับผิดชอบ
  • 中文: 负责任的投资的原则
  • 日本語: 責任投資原則(以下「本原則」)1
  • 한국어: 책임투자원칙

The 6 PrinciplesNa condição de investidores institucionais, temos o dever de priorizar os melhores interesses de longo prazo de nossos beneficiários. Neste papel de fiduciários, acreditamos que temas como meio ambiente, desenvolvimento social e governança corporativa (ESG – Environmental, Social and Corporate Governance) podem afetar o desempenho das carteiras de investimento (variando em níveis por empresas, setores, regiões, classe de ativos e através do tempo). Também reconhecemos que a aplicação desses Princípios pode melhor alinhar os investidores aos objetivos mais amplos da sociedade. Por conseguinte, comprometemo-nos a:

Princípio 1: Incluir as questões de ESG nas análises de investimento e nos processos de tomada de decisão.

Recomendações:

  • Enfatizar as questões de ESG nas políticas de investimentos;
  • Apoiar o desenvolvimento de ferramentas, métricas e métodos de análises relacionados aos fatores de ESG;
  • Avaliar as capacidades dos gestores de investimentos internos de incorporar os fatores de ESG;
  • Avaliar as capacidades dos gestores de investimentos externos de incorporar os fatores de ESG;
  • Solicitar aos provedores de serviços em investimentos (como analistas financeiros, consultores, corretores, firmas de pesquisa ou agências de avaliação) que integrem os fatores de ESG em suas pesquisas e análises;
  • Motivar pesquisas acadêmicas entre outras sobre o assunto;
  • Promover o treinamento em ESG para profissionais da área de investimentos.

Princípio 2: Sermos proprietários ativos e incorporar os temas de ESG nas políticas e práticas de detenção de ativos.

Recomendações:

  • Desenvolver e divulgar uma política de acompanhamento de participação ativa de acordo com os Princípios;
  • Exercitar os direitos de voto ou supervisionar a conformidade com a política de voto (no caso de terceirização);
  • Desenvolver capacidade de engajamento (por meios diretos ou por terceirização);
  • Participar no desenvolvimento de políticas, regulamentação e estabelecimento de padrões (tais como a promoção e proteção dos direitos dos acionistas);
  • Registrar as resoluções dos acionistas consistentes com a visão de longo prazo dos fatores de ESG;
  • Atuar com as empresas no engajamento sobre as questões de ESG;
  • Participar de iniciativas de engajamento colaborativo;
  • Solicitar aos gestores de investimentos que comprometam-se e relatem sobre o compromisso relacionado a ESG.

Princípio 3: Buscar a transparência adequada nas empresas em que investimos quanto às questões de ESG.

Recomendações:

  • Solicitar relatórios padronizados sobre as questões de ESG (usando ferramentas como Relatórios de Responsabilidade Sócio Ambiental, entre eles o Global Reporting Initiative - GRI);
  • Solicitar que as questões relacionados a ESG sejam integrados dentro dos relatórios financeiros anuais;
  • Solicitar informações a empresas no que se refere a adoção ou aderência às normas relevantes, padrões, códigos de condutas ou iniciativas internacionais (tais como o Pacto Global das Nações Unidas);
  • Apoiar as iniciativas e resoluções dos acionistas que promovem a divulgação de ESG.

Princípio 4: Promover a aceitação e a implementação dos princípios no conjunto de investidores institucionais.

Recomendações:

  • Incluir requisitos relacionados aos Princípios nas solicitações de propostas (RFPs – Requests for Proposals);
  • Alinhar mandatos de investimentos, procedimentos de monitoramento, indicadores de desempenho e estruturas de remuneração de forma adequada (por exemplo, garantir que processos de gestão de investimentos considerem horizontes de longo prazo quando apropriado);
  • Comunicar as expectativas com relação aos fatores de ESG para prestadores de serviços de investimentos;
  • Rever as relações com os prestadores de serviços que não cumpram as expectativas de fatores de ESG;
  • Apoiar o desenvolvimento de ferramentas para a avaliação da integração à ESG;
  • Apoiar o desenvolvimento de regulações ou de políticas que permitam a implementação dos Princípios.

Princípio 5: Trabalhar juntos para reforçar nossa eficiência na implementação dos Princípios.

Recomendações:

  • Apoiar/participar de redes de relacionamento e informação para compartilhar ferramentas e recursos e fazer uso de relatórios de investidores como fonte de aprendizagem;
  • Endereçar coletivamente assuntos emergentes relevantes;
  • Desenvolver ou apoiar iniciativas de colaboração consideradas adequadas.

Princípio 6: Divulgar nossas atividades e progressos em relação à implementação dos Princípios.

Recomendações:

  • Divulgar como os fatores de ESG estão integrados com as práticas de investimento;
  • Divulgar atividades de acompanhamento das empresas (votação, engajamento, políticas de diálogo);
  • Divulgar o que é solicitado aos prestadores de serviços em relação aos Princípios;
  • Comunicar aos beneficiários sobre as questões de ESG e os Princípios;
  • Relatar sobre o progresso e/ou realizações relacionadas aos princípios usando uma abordagem Comply or Explain*;
  • Buscar determinar o impacto dos Princípios;
  • Fazer uso dos relatórios para estimular a consciência de um grupo mais amplo de atores-partes interessadas.

*A abordagem Comply or Explain requer que os signatários relatem como os princípios estão sendo executados ou forneçam uma explicação sobre os itens que eles não estão de acordo.

Os princípios de responsabilidade social e de governança nos investimentos foram desenvolvidos por um grupo internacional de investidores institucionais a fim de refletir sobre a importância crescente de questões ambientais, sociais e de governança corporativa para as práticas de investimento. Este processo foi conduzido a convite do Secretário Geral das Nações Unidas.

Ao aderir aos Princípios, nós, na condição de investidores, comprometemo-nos publicamente a adotá-los e implementá-los, onde forem consistentes com nossas responsabilidades fiduciárias. Também nos comprometemos a avaliar sua eficácia e aprimorar seu conteúdo ao longo do tempo. Acreditamos que isto irá melhorar nossa habilidade de cumprir nossos compromissos com os beneficiários, bem como melhor alinhar nossas atividades de investimento com os mais amplos interesses da sociedade.

Encorajamos outros investidores a adotarem os Princípios.